Adoçantes: qual escolher e quando usar

Adoçantes: qual escolher e quando usar

Os adoçantes substituem o açúcar e ajudam a reduzir calorias, controlar a glicemia e prevenir doenças metabólicas. Mas é importante saber que nem todos são iguais, e em alguns casos, nem é necessário usá-los.

Eles são úteis para pessoas com diabetes, resistência à insulina ou síndrome metabólica, e também para quem deseja reduzir o açúcar sem abrir mão do sabor doce.
Em dietas de emagrecimento, podem ajudar a reduzir calorias e controlar picos de glicose, favorecendo a saciedade e o equilíbrio alimentar.

Mas também é possível emagrecer sem adoçantes.
Muitas vezes, o melhor caminho é reeducar o paladar, diminuindo gradualmente a necessidade de sabores muito doces. Essa adaptação natural reduz o desejo por açúcar, melhora o metabolismo e ajuda a manter resultados de forma mais sustentável e saudável.
Ou seja, adoçantes podem ser ferramentas temporárias, mas não devem se tornar uma dependência diária.


O paladar brasileiro é mais voltado ao doce do que o de muitos outros países, incluindo Portugal.
Por isso, é comum que brasileiros que se mudam para Portugal percebam que os alimentos têm sabor menos açucarado. Essa diferença cultural mostra como o paladar é aprendido e adaptável — e reforça que é possível, com o tempo, se acostumar a comer menos doce sem perder o prazer de comer bem. Veja abaixo dicas práticas para uma escolha mais consciente de um adoçante.

Evite: Maltodextrina, dextrose, frutose e sacarose (açúcar comum).
Esses açúcares têm alto índice glicêmico, elevam rapidamente a glicose e a insulina e, em excesso, podem levar a acúmulo de gordura no fígado e aumento dos triglicerídeos.

Use com moderação:
Polióis como xilitol, sorbitol, manitol, maltitol e isomalt têm baixo impacto glicêmico, mas podem causar gases, distensão abdominal e diarreia se consumidos em excesso.

Para as melhores opções, sugiro o stevia, monk fruit (fruta do monge), alulose e taumatina são adoçantes naturais, de baixo impacto glicêmico, não fermentáveis e seguros para o intestino.
Além de ajudarem no controle da glicose e do peso, têm boa estabilidade culinária e podem ser combinados com polidextrose para textura e volume sem comprometer a digestão.

Concluindo, os adoçantes podem ser aliados na perda de peso e no controle glicêmico, mas não são indispensáveis.
Em alguns casos, reduzir o sabor doce e priorizar alimentos naturais é a escolha mais inteligente para a saúde.
Prefira stevia, monk fruit, alulose e taumatina, e lembre-se: o equilíbrio está em adoçar menos, através de uma reeducação alimentar.

Mariluce Carvalho
Nutricionista Clínica
Especialista em Obesidade e Oncologia OP: 5708N

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *